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Infertilidade masculina também existe e está na hora de falarmos sobre isso sem medo

  • Foto do escritor: Dra. Carla Iaconelli
    Dra. Carla Iaconelli
  • 26 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

 Durante os anos em que venho acompanhando casais em busca da realização do sonho de ter filhos, percebo uma cena que ainda se repete com frequência: quando o positivo não chega, o foco da investigação recai quase sempre sobre a mulher. 


Ela faz exames, muda hábitos, procura respostas, enquanto o parceiro, muitas vezes, fica à margem da conversa, acreditando que está tudo bem com ele, só porque tem vida sexual ativa. A verdade é que a fertilidade masculina também importa e precisa ser levada a sério. 


O que pouca gente fala é que o fator masculino é responsável por cerca de 40% dos casos de infertilidade em casais que me procuram. E, mesmo assim, esse tema ainda é cercado de tabus, preconceitos e desinformação. 



Infertilidade não é impotência 

É comum ver homens confundindo infertilidade com impotência, e isso cria um medo paralisante de procurar ajuda. Mas quero deixar bem claro: um homem pode ter ereções normais, desejo sexual ativo e ainda assim apresentar alterações importantes na qualidade do sêmen. E isso não o torna menos homem, nem menos capaz de ser pai , especialmente com o apoio da medicina. 


Simples de investigar, possível de tratar 

O primeiro passo costuma ser um exame simples: o espermograma. Com ele, consigo avaliar quantidade, mobilidade e morfologia dos espermatozoides. A partir desse resultado, podemos entender se há necessidade de outros exames e qual caminho seguir. 


Às vezes, o que está afetando a fertilidade são questões do estilo de vida, como tabagismo, álcool em excesso, estresse, má alimentação, sedentarismo ou o uso de anabolizantes. Em outras situações, encontramos causas clínicas, como varicocele, alterações hormonais ou infecções que podem (e devem) ser tratadas. 


Mesmo em casos mais delicados, como a azoospermia (ausência de espermatozoides na ejaculação), a ciência tem avançado. Hoje conseguimos, muitas vezes, obter espermatozoides diretamente dos testículos, com técnicas minimamente invasivas. E isso pode permitir que o sonho da paternidade seja realizado por vias como a fertilização in vitro. 


Cuidar da fertilidade é um ato de responsabilidade 

Infertilidade masculina ainda é um tema evitado por muitos homens. Alguns sentem vergonha, outros não sabem por onde começar. Por isso, meu papel como médica é também acolher, escutar e oferecer caminhos reais para quem precisa de ajuda. 


Fertilidade é um assunto de casal, mas também é uma responsabilidade individual. Se você deseja ter filhos, agora ou no futuro, cuidar da saúde reprodutiva é tão importante quanto cuidar do coração ou da alimentação. 


A minha missão não é apenas ajudar casais a engravidar. É ajudar pessoas a se libertarem de culpas, tabus e medos, e reconhecerem que procurar ajuda é um sinal de maturidade, coragem e amor. 


A infertilidade masculina existe. E quanto mais falarmos sobre ela, mais famílias poderão nascer com ciência, acolhimento e esperança. 


Dra. Carla Iaconelli

 
 
 

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